Título: O Lobo de Duas Pernas
(Verso 1)
Na lei da terra, no pó do chão
O lobo caça por condição
Não há maldade no seu olhar
É a fome dele a mandar.
E o cordeiro, no seu papel
Corre do dente, foge do fel
Luta no campo, tenta viver
Entre o caçador e o amanhecer.
(Refrão)
Mas ai do homem, que é bicho igual
Mas esconde a garra no avental
Há lobos mansos na multidão
Com voz de seda e frio no coração.
Cuidado, cordeiro, com quem te abraça
O lobo de duas pernas não caça... ele traça!
(Verso 2)
Ele estuda o teu passo, mede o teu plano
Bebe contigo no mesmo cano
Diz que te ajuda, finge bondade
Mas rouba o teu sonho com falsidade.
É o predador que veste a lã
Para te comer na manhã de amanhã
Faz de ti boneco, tira-te o chão
Enquanto sorri com a tua aflição.
(Ponte)
É difícil ver, é difícil notar
Quando o perigo aprendeu a falar.
O lobo em pele de cordeiro é o pior
Porque te mata jurando amor.
(Refrão)
Mas ai do homem, que é bicho igual
Mas esconde a garra no avental
Há lobos mansos na multidão
Com voz de seda e frio no coração.
Cuidado, cordeiro, com quem te abraça
O lobo de duas pernas não caça... ele traça!
(Outro)
Abre os olhos, mantém o prumo
Não deixes o lobo ditar o teu rumo.
Sê manso de alma, mas forte na mão
Para não seres petisco na mão do vilão.
Não sejas boneco...
Não sejas o resto...
Nesta selva de homens, só vence quem é honesto... e atento.