Hhhhh… hhhhh… hhhh…
Escuta o vento a chamar meu nome
É Caxinas que fala por mim
Sou caxineiro de sangue salgado
Orgulho gravado no peito
Sou filho da terra dura
Onde ninguém cresce perfeito
Sou terra pisada mil vezes
Mas nunca deixada pra trás
Sou raiz que prende no chão
Mesmo quando a vida quer mais
Sou o mar bravo de inverno
Que assusta quem não sabe amar
Sou perigo pra quem vem por mal
Sou abrigo pra quem quer ficar
Sou o sol sobre Caxinas
Quando a manhã quer nascer
Sou calor nas mãos cansadas
De quem luta pra sobreviver
Sou orgulho de coração
Que não dobra nem se vende
Sou silêncio quando dói
Sou grito quando ninguém entende
Mar… mar…
Quando é hora de enfrentar
Sol… sol…
Quando devo descansar
Sou tempestade sem medo
Quando me tentam calar
Sou calma depois da luta
Quando já não há mais que provar
Sou Caxinas nas casas antigas
No cheiro a peixe e café
No suor de quem trabalha
Sem nunca perder a fé
Sou lágrima que cai no chão
E vira força pra andar
Sou queda que vira caminho
Sou noite que aprende a esperar
Caxinas… tudo isso lá está
Na memória, no tempo, na voz
Quem tenta apagar a história
Nunca vai apagar nós
Soooouuuuu… Caxinas!
Caxinas de vento e sal
Orgulho que não se afoga
Mesmo em mar violento e brutal
Sou mar que nunca pede desculpa
Por ser fundo, escuro e real
Sou sol que volta sempre
Mesmo depois do temporal
Terra firme quando tremo
Mar aberto quando vou
Sol forte quando acredito
Tempestade quando sou
Sou Caxinas!
E quem ri do meu sofrer
Não sabe que da dor nasce aço
E do sal nasce o meu ser
Hhhhh… hhhhh… hhhh…
Sou Caxinas de coração
Sou orgulho, sou raiz
Sou mar, sou terra, sou sol
Sou luta que nunca diz fim só no fim do teu fim sou tempestade sou sol