Eu me pergunto — se um dia você dissesse sim,
seríamos nós, de novo, num mesmo fim?
Eu me pergunto — como seria agora,
se eu tivesse ganho teu “sim” naquela hora.
Se você aceitasse, eu te entregava a Jesus,
virávamos casal de fé, promessas e luz.
Mas você só disse não — facilitou pro cão,
me deixou pra trás, rasgou nosso chão.
Tentei, tentei de novo, tentei e só falhei,
tentei de novo, caí — sempre me calei.
Fiz de tudo por você: te ouvi, te levantei,
te adocei a vida, e no fim fui eu quem quebrou.
Nosso amor era yin yang — bem dentro do mal,
inocência e pecado num mesmo vendaval.
Preferia o corte que doía a ficar assim,
amando sozinho, morrendo por dentro por ti.
Mesmo com mentiras espalhadas por aí,
eu ainda guardo o resto do que eu senti.
Se você pedisse pra voltar, eu não ia pensar:
como cão ao próprio vômito, eu voltaria a te amar.
Queria de novo teu calor, teu gosto, tua pele,
a cabeça no meu peito — silêncio que se atrele.
Queria voltar quando era simples — só nós dois,
inocência, safadeza — e os dias eram só nós.