Ummm… ummm…
Chef, carreguei teu nome como fardo
No cais da vida, sal no coração
Promessas ocas, comando covarde
Traição vestida de profissão
Riste de quem dava o suor inteiro
Fizeste do medo tua lei
Mas nas Caxinas aprende-se cedo:
Quem fere no escuro, cai à luz do dia também
Pré-Refrão
Não levanto a mão, levanto a voz
Não sou teu juiz, sou memória viva
O castigo maior não vem de nós
Vem da verdade que te vigia
Refrão
Eu te castigo com o silêncio
Com a ausência do meu olhar
O teu ódio vira sentença
Quando ninguém te quer escutar
Eu te castigo com a verdade
Com a luz que não sabes suportar
Trair foi tua liberdade
Agora aprende a te encarar
Verso 2
Ummm… ummm…
Chamaste obediência de respeito
E abuso chamaste de poder
Mas poder sem honra é só defeito
É barco furado antes de partir ao mar
Eu vim do vento e da maresia
Das Caxinas, da luta e do pão
Aprendi que quem vende a dignidade
Compra silêncio e solidão
Ponte
O ódio corrói quem o sustenta
Castiga mais quem o conduz
Meu perdão não te inocenta
Só me liberta da tua cruz
Refrão Final
Eu te castigo com o silêncio
Com a paz que não vais roubar
Teu ódio virou sentença
No dia em que deixei de odiar
Outro
Ummm… ummm…
O castigo não é te ferir
É seguir…
Como o mar segue,
E te deixar para trás.
Identidade musical sugerida
Estilo: fado moderno / rock lento atlântico
Imagem: porto, madrugada, redes vazias, mãos gastas
Voz: masculina, grave, sentida (como tu gostas)
Mensagem: dignidade de quem trabalhou, silêncio de quem traiu teu preço tua traição sem perdão