(Intro)
Ei…
Não confunde respeito com medo.
Cargo não é escudo eterno.
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(Verso 1)
Toga preta, mármore frio,
Mas a rua tá quente, sentindo o vazio.
Falam em lei, mas escondem a mão,
Quando o assunto é poder e decisão.
Contrato alto, processo fechado,
O povo pergunta e é silenciado.
Se a justiça é cega, então explica pra mim,
Por que ela enxerga melhor quando olha pra “eles” do que pra “mim”?
Decisão sozinha, caneta na mão,
Um despacho vira intervenção.
Democracia não é monólogo, não,
É equilíbrio, é prestação.
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(Refrão)
Acima de quem? Acima de quê?
Nenhum poder pode tudo fazer.
Se é Supremo, que prove na prática,
Transparência não pode ser tática.
O Brasil não é palco de ilusão,
É povo cansado pedindo explicação!
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(Verso 2)
Sigilo demais cheira mal,
Quando a luz apaga no tribunal.
Quem fiscaliza o fiscal maior?
Se errar, quem responde? Ou fica pior?
Não é ataque, é cobrança real,
Respeito se ganha sendo imparcial.
A Constituição não é propriedade,
É contrato vivo da sociedade.
Se o povo perde a confiança,
A toga vira distância.
E quando a rua começa a falar,
Nenhum gabinete consegue calar.
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(Ponte – mais agressiva)
Não é contra a instituição,
É contra a falta de explicação.
Poder sem limite vira tentação,
E o silêncio vira provocação.
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(Refrão Final – gritado)
Acima de quem? Acima de quê?
Nenhum cargo é dono do poder!
Se é justiça, que seja total,
Não seletiva, não desigual!
O Brasil é maior que qualquer cadeira,
E verdade não aceita bandeira