Doeu
Doeu mais do que deveria,
eu na sua frente, em agonia
Te assisti sorrindo enquanto o ar me faltava,
E nem um olhar pra mim você dava
Enquanto eu não conseguia desviar,
Você sequer tentou me notar.
Não parecia certo,
Mas nunca quis te atrapalhar.
Doeu...
Ah, como doeu.
Segurei minha dor, engoli meu grito,
Pra não ferir você, pra não ferir o que acredito.
Doeu...
E o mundo desabou.
Enquanto o meu se perdia em pedaços,
O seu já me apagou.
Queria falar, gritar, chorar,
Mas me calei,
Porque te ferir de novo,
Jamais aceitarei.
E enquanto meu mundo desmoronava,
O seu, onde eu já fui alguém,
Nem me enxergava,
Pra você, eu já não sou ninguém.
Doeu...
Ah, como doeu.
Segurei minha dor, engoli meu grito,
Pra não ferir você, pra não ferir o que acredito.
Doeu...
E o mundo desabou.
Enquanto o meu se perdia em pedaços,
O seu já me apagou.
E agora só resta o silêncio,
O eco do que não fui.
Você segue sorrindo,
E eu, sozinho, me destruo.
Doeu...
Ah, como doeu.
Mas agora entendo, o fim é o começo,
Mesmo que o vazio seja o meu endereço.
Doeu...
E ainda vai doer,
Mas eu vou juntar meus pedaços,
E aprender a me refazer.
Doeu...
Ah, como doeu.