Há dias em que o vazio é meu único amigo,
Olho ao redor e nada parece abrigo.
As horas arrastam o meu mundo a correr,
E eu sigo em frente sempre sem me perder
Capricórnio, preso nestes ciclos de trabalho,
Sempre no certo, nunca segui por nenhum atalho
Às vezes penso se o caminho é só isso,
Tudo está concreto mas sinto-me no abismo.
A solidão fria faz parte deste cenário,
Antes a calma agora o peso é diário
Tudo era normal, até tu apareceres,
Uma mudança súbita que me fez perceber,
O teu olhar, um sonho a seguir
Mas algo ficou no ar, sem saber onde ir
Dormias ao meu lado, e eu tinha esperança,
Que o que era sonho, virasse numa aliança.
Mas como tudo o que nasce, num fim se anuncia,
E o que era luz, perdeu-se na neblina fria.
Ela era luz
Peso do silêncio, eco na alma,
Faltam as palavras, sobra o drama.
Dei tudo o que tinha, mas ela partiu,
E no vazio, o tempo sumiu.
Agora é só eu, uma cidade gigante,
Onde não conheço alguém que seja memo constante.
A casa parece maior, vazia demais,
Memórias que pesam e o silêncio me desfaz.
Ela era a luz, minha paz, minha história,
Hoje só carrego a dor da minha memória.
Jantares fora, promessas num sorriso,
Agora são cenas que evitava ter visto
Eu tento viver, mas é tudo tão estranho,
Quero um amor, mas sozinho me empenho.
Será que existe alguém, em algum lugar,
Que olhe pra mim e que queira ficar?
A solidão é amarga, amarga demais,
Mas no fundo, ainda procuro sinais.
Dou voltas à cabeça, noites sem dormir,
Perguntas que queimam, respostas a fugir.
Tento contentar-me com o pouco que tenho
Mas o vazio é o peso que mesmo eu sustenho
Peso do silêncio, eco na alma,
Faltam as palavras, sobra o drama.
Dei tudo o que tinha, mas ela partiu,
E no vazio, o tempo sumiu.
O que espero? Uma ligação real,
Que me entenda no silêncio, mesmo sem sinal
Que fique nas tempestades nos dias banais,
Alguém que me traga o bem, não só ideais.
Um amor que construa verdades,
Raízes profundas, sem meras vaidades
Sem atalhos que afastem a cumplicidade,
Nem caminhos que nos deixem matar saudade
Quero partilhar tudo o que a vida traz,
Rir das tempestades, viver em paz.
Mas a cada dia, a dor ainda pesa,
Viver sozinho é a maior tristeza.
Eu falo comigo, não há quem escute,
Só o eco responde, num loop sem chute
Ela era tudo, minha cura e abrigo,
Mas partiu e levou mais do que eu digo.
Agora, mano, vivo na contramão,
Busco os dias que me tragam emoção.
Sei que vou sair disto, vou-me encontrar,
Mas até lá, deixo o silêncio falar.
Peso do silêncio, eco na alma,
Faltam as palavras, sobra o drama.
Dei tudo o que tinha, mas ela partiu,
E no vazio, o tempo sumiu.
Peso do silêncio, eco na alma,
Faltam as palavras, sobra o drama.
Dei tudo o que tinha, mas ela partiu,
E no vazio, o tempo sumiu.