[Verso 1]
Escrevo na parede do tempo a dor que carrego,
Cada passo no escuro revela o medo que nego.
O chão rachado grita histórias que ninguém lê,
Cicatrizes são poemas que a vida escreveu em mim, sem querer.
A multidão aplaude, mas não enxerga meu pranto,
Atrás do sorriso falso, um coração quebrado e manso.
Me afoguei em lembranças que não voltam mais,
Quem sonha com justiça, quase sempre paga caro demais.
[Refrão]
Se essa for minha última voz, que ela ecoe no vento,
Que cure corações perdidos, que alivie tormento.
Não canto pra aplausos, nem pra vaidade,
Canto pra que alguém encontre força na verdade.
[Verso 2]
Carrego nomes de irmãos gravados no peito,
Que se foram cedo demais sem direito a respeito.
Vi mães chorarem no silêncio de vielas frias,
Enquanto a cidade dormia, o crime fazia suas poesias.
Quantos sonhos viraram cinzas sem nunca brilhar?
Quantas vidas jogadas fora sem chance de tentar?
Eu não sou herói, só mais um sobrevivente,
Que aprendeu que viver é sangrar sem desistir da gente.
[Refrão]
Se essa for minha última voz, que ela ecoe no vento,
Que cure corações perdidos, que alivie tormento.
Não canto pra aplausos, nem pra vaidade,
Canto pra que alguém encontre força na verdade.
[Verso 3]
E quando o sol nascer, se eu já não estiver aqui,
Que essas palavras sejam farol pra quem ainda vai seguir.
A dor me ensinou que o amor é resistência,
E que a esperança é a arma mais forte contra a indiferença.
Se o mundo virar as costas, escreve meu nome no chão,
Pois mesmo esquecido, minha voz vai ser oração.
A vida é breve, mas a alma é eterna,
E a poesia transforma lágrima em primavera.
[Final / Refrão]
Se essa for minha última voz, que ela ecoe no vento,
Que cure corações perdidos, que alivie tormento.
Não canto pra aplausos, nem pra vaidade,
Canto pra que alguém encontre força na verdade.