(Estrofe 1)
Você me lê em luz e cicatriz,
Me chama de "maravilha" e de doce mulher.
Mas recua pro gelo de um peito infeliz,
Com medo de ser o que o destino quer.
Nove invernos no seu labirinto,
Poupando o sofrimento com a solidão.
Mas o que você foge é o que eu sinto:
A vida morrendo na palma da mão.
(Estrofe 2)
Diz que o problema habita em você,
Que o medo de entrega virou seu costume.
Mas quem se protege esquece de ver,
Que o amor só aquece se o risco assume.
Não sou um adorno ou dama de espera,
Não aceito o lugar de quem só faz passar.
Eu quero ser sua em qualquer primavera,
Te mostrar o cuidado e me deixar cuidar.
[Refrão]
Se você não tentar, o "talvez" será eterno,
Um silêncio vazio no seu próprio inverno.
Eu posso ser a paz que você sempre quis,
Ou a dúvida amarga de não ser feliz.
Me deixa te amar, me deixa entrar,
Onde o seu medo não ousa tocar.
[Final]
Não me queira por medo, me queira por vida.
O amor é a cura da alma ferida.
Estou aqui, inteira... esperando o seu despertar.
Antes que o inverno decida ficar.