(Cabocla Jurema)
(Afro-brasileira • canto de roda moderno • ancestral e dançante)
[Verso 1]
Lá na mata ouvi chamar, vento antigo a sussurrar. Folha gira, pé no chão, bate forte o coração.
No perfume da Jurema, tem segredo e tem poema. Tem caminho, tem visão, tem memória da nação.
Ô menina, venha ver, a floresta florescer. Quem escuta o seu cantar aprende a se lembrar.
[Pré-Refrão]
Ê, gira folha... Ê, gira chão... Ê, gira o mundo na palma da mão...
[Refrão]
Ô Jurema, ê Jurema! Dona da mata e da lua cheia! Ô Jurema, ê Jurema! Seu canto balança a aldeia inteira!
Ô Jurema, ê Jurema! Traz a força da raiz guerreira! Ô Jurema, ê Jurema! Seu nome ecoa na noite inteira!
[Verso 2]
Na fogueira do terreiro, canta o povo por inteiro. Tambor chama devagar, faz a alma despertar.
Água corre sobre a pedra, leva embora o que não presta. E no giro da canção, nasce um novo coração.
[Ponte]
Folha cai... Folha sobe... Tudo morre... Tudo move...
Quem respeita o seu caminho nunca anda tão sozinho.
[Quebra]
Saravá! Saravá! Saravá quem vem do mar!
Saravá! Saravá! Saravá quem vem curar!
[Refrão Final - Mais Forte]
Ô Jurema, ê Jurema! Dona da mata e da lua cheia! Ô Jurema, ê Jurema! Seu canto balança a aldeia inteira!
Ô Jurema, ê Jurema! Traz a força da raiz guerreira! Ô Jurema, ê Jurema! Seu nome ecoa na noite inteira!
[Final - Roda de Canto]
Ê Jurema... Ê Jurema... A mata canta seu nome...
Ê Jurema... Ê Jurema... E o povo responde:
Ô Jurema! Ô Jurema! Ô Jurema!