(Cores da Cachoeira)
(Umbanda – afro-brasileira, canto de terreiro, refrão marcante)
[Intro]
Ora iê iê ô... Ora iê iê ô... Nas águas sagradas de Mamãe Oxum, As caboclas vêm trabalhar...
[Verso 1]
Da mata fechada ao brilho do rio, Chegam dançando num canto macio. Cada pena traz uma vibração, Cada cor desperta uma direção.
Tem cabocla branca trazendo a paz, Curando feridas que o tempo não faz. Tem cabocla azul como o céu e o mar, Ensinando a alma a confiar.
Tem cabocla verde das ervas de luz, Que o dom da cura sempre conduz. Tem cabocla rosa do amor divino, Abençoando cada destino.
[Pré-Refrão]
Elas vêm das matas, Vêm das cachoeiras, Trazem nos olhos As luzes primeiras.
Na força de Oxum, No brilho do luar, As caboclas chegam Para nos amparar.
[Refrão]
Ora iê iê ô, mamãe Oxum! Suas caboclas vêm nos abençoar. De todas as cores, de todo esplendor, Trazendo a força do sagrado amar.
Ora iê iê ô, mamãe Oxum! Nas águas douradas do seu congá. Caboclas de luz, filhas do axé, Fazem a corrente se iluminar.
[Verso 2]
Tem cabocla amarela da prosperidade, Abrindo caminhos para a felicidade. Tem cabocla lilás da transmutação, Transformando dores em evolução.
Tem cabocla dourada do brilho solar, Que faz a esperança florescer no olhar. Tem cabocla violeta da espiritualidade, Guiando a alma rumo à verdade.
E quando a corrente começa a girar, As forças da mata vêm se apresentar. Nas folhas, nas águas, no vento a cantar, As caboclas de Oxum começam a trabalhar.
[Ponte]
São flores do rio, São raios de luz, São filhas da mata Que Oxum conduz.
Na beleza da vida, Na força da fé, Derramam bênçãos, Derramam axé.
[Refrão Final]
Ora iê iê ô, mamãe Oxum! Suas caboclas chegaram aqui. Brancas, douradas, verdes e azuis, Espalhando amor para nunca ter fim.
Ora iê iê ô, mamãe Oxum! Rainha das águas e do coração. Salve as caboclas da cachoeira sagrada, Que trabalham na Umbanda com luz e compaixão.
[Final]
Ora iê iê ô... Caboclas das águas... Ora iê iê ô... Caboclas das matas...
Salve Oxum! Salve suas caboclas! Salve a Umbanda de luz!