Eh eh…
Na terra do ouro negro…
O povo ainda espera justiça…
Na vila do Soyo tem riqueza no chão,
Petróleo jorra forte, gás ilumina a nação,
Navios chegam cheios, contratos milionários,
Mas no bairro falta emprego pros jovens sonhadores.
Plataformas brilham no mar distante,
Mas na rua o diploma não é bastante,
Primeiro emprego virou ilusão,
Experiência pedem… sem dar ocasião.
Universidade forma, mas porta tá fechada,
Filho da terra fica na estrada,
Quem não tem padrinho não sobe na escada,
E a juventude fica revoltada.
Oh Soyo… riqueza no chão!
Mas o povo sofre na mão da má governação.
Eh eh… escuta esse clamor então:
José José canta pela transformação!
Oh Soyo… acorda, irmão!
Primeiro emprego é direito, não favor não!
Eh eh… levanta a voz da razão,
José José no refrão é o grito da nação!
Hospital precisa mais atenção,
Escola lotada, pouca condição,
Estrada esburacada na periferia,
Mas o relatório diz que é maravilha.
Promessa vem em tempo de eleição,
Depois silêncio na administração,
O povo quer transparência e ação,
Não só discurso na televisão.
No Kukala Kiaku a dor é real,
Gás ao lado, mas vida desigual,
Riqueza sai, mas não fica igual,
O povo pergunta: isso é normal?
Não queremos conflito, queremos solução,
Emprego digno pra nova geração,
Formação técnica, oportunidade real,
Desenvolvimento justo e social.
Se o petróleo é nosso, o benefício também,
Se o mar é rico, o povo vai além,
Soyo não quer esmola de ninguém,
Quer justiça que faça bem!
Oh Soyo… riqueza no chão!
Mas justiça tarda na administração.
Eh eh… escuta esse clamor então:
José José levanta essa canção!
Oh Soyo… terra de valor!
Que a riqueza se transforme em amor.
Eh eh… mudança é missão,
José José no refrão, voz do povo.