(Intro: Violão de 12 cordas, dedilhado suave em Sol Maior e Dó Maior. Um som limpo, com bastante reverb.)
(Verso 1)
Hoje eu acordei e vi o sol tentando entrar pela fresta da janela
E fiquei pensando em como o tempo às vezes é cruel, e às vezes cura
Lá fora, os carros correm, as pessoas gritam e ninguém se escuta
Todo mundo quer ter razão, todo mundo quer salvar o mundo
Mas esquecem de salvar a si mesmos no fim do dia.
(Verso 2 - A bateria entra suave, apenas no aro)
Eu passei tanto tempo construindo muros, armando defesas
Achando que ser forte era não precisar de ninguém
Li todos os livros, decorei as teorias, tentei ser lógico
Mas nada disso me explicou a paz que eu sinto
Quando você simplesmente senta ao meu lado e não diz nada.
(Pré-Refrão - A intensidade sobe. Guitarra com leve distorção entra)
E dizem que o amor é complicado, que é dor e sofrimento
Mas eu descobri que isso é mentira de quem nunca se entregou
Porque a verdadeira revolução...
A verdadeira revolução é ter coragem de ser feliz.
(Refrão - Explosão da banda completa. Estilo "Tempo Perdido", batida rápida e marcante)
É tão bonito amar e não ter medo da própria sombra
É tão bonito saber que eu posso ser eu mesmo
Sem máscaras, sem jogos, sem ter que provar nada
Ser amado é ter um escudo contra a frieza lá de fora
É descobrir que o universo cabe inteiro num abraço
E que a gente não precisa de muito pra ter tudo.
(Verso 3 - O ritmo acalma, o baixo conduz a melodia)
Você me olha e ri das minhas teorias sobre o fim dos tempos
Me diz que o futuro é só uma promessa, e o agora é o que temos
Eu vejo a beleza nas coisas simples que a gente divide
No café da manhã, na bagunça da sala, no jeito que você vê o mundo
É uma sorte tranquila, uma certeza que acalma a tempestade.
(Ponte - Vocal mais rasgado, estilo Renato em "Índios")
Quem me dera ao menos uma vez
Poder explicar pra todo mundo que o ódio é só barulho
E que no final das contas, o que fica é o que a gente sentiu
O que a gente cuidou, o que a gente perdoou!
(Solo de Guitarra Melódico - Estilo Dado Villa-Lobos, notas longas e ecoantes)
(Refrão Final - Com toda a energia)
É tão bonito amar e ver o medo ir embora
É tão bonito saber que a gente é imperfeito e tudo bem
Ser amado é voltar pra casa depois de uma guerra
É descobrir que o sagrado não está longe, ele mora aqui
Entre nós dois.
(Outro - A música desacelera, volta apenas para o violão)
O amor é a única coisa que vence o tempo.
É a beleza de ser...
Simplesmente ser.
De ser amado.
(Acorde final aberto em Sol Maior, deixando o som sobrar no ar)