O galo cantou bem cedo, lá pras bandas do curral,
O sol nasceu preguiçoso, colorindo o cafezal.
Abri a porta da casa, senti o cheiro do chão,
A neblina sobre o campo e a saudade no coração.
Vou seguindo a estradinha, vendo o gado pastar,
Escutando o canto triste que o vento vem me contar.
Cada cerca dessa fazenda conhece a minha dor,
Pois em cada amanhecer eu lembro do nosso amor.
(Refrão)
E eu olho a boiada, olho o céu azul anil,
Vejo a vida tão bonita, mas você não está aqui.
O berrante lá distante parece até me chamar,
Trazendo suas lembranças que não querem me deixar.
Meu amor mora na alma, feito rio a correr,
No sertão da minha vida só existe você.
(Verso 2)
O cavalo me acompanha pela estrada de chão,
Enquanto a saudade aperta mais forte o coração.
Vejo a sombra dos ipês, vejo o açude brilhar,
Mas nenhuma dessas coisas faz meu peito sossegar.
Quando a tarde vai caindo por detrás da plantação,
Eu me lembro do sorriso que iluminava o sertão.
E a lua quando aparece sobre o rancho e o pomar,
Parece escrever seu nome nas estrelas do lugar.
(Refrão)
E eu olho a boiada, olho o céu azul anil,
Vejo a vida tão bonita, mas você não está aqui.
O berrante lá distante parece até me chamar,
Trazendo suas lembranças que não querem me deixar.
Meu amor mora na alma, feito rio a correr,
No sertão da minha vida só existe você.
(Final)
Se um dia essa estrada trouxer você de volta pra mim,
Vai ter festa na fazenda, sanfona até o fim.
E eu vou agradecer a Deus, olhando o entardecer,
Porque o amor mais bonito é ter você pra viver.