(Refrão)
Cocaína, fina sina,
Da carteira pra narina,
Que merda de brincadeira,
Ninguém fica pla primeira.
(Nem segunda, nem terceira)
Tratas todos à maneira,
Corre mal, mudas de esquina,
Sina fina: a cocaína.
(Verso 1)
Por favor, vou dar só mais uma vez,
Juro, acredita, nunca mais vai acontecer.
Amanhã sou forte, assim eu não vou ficar,
Ainda tenho sonhos, tenho filhos para criar.
A carne é fraca e uns dias tu resistias,
Mentias, fugias, fingias que a vencias.
Mas um dia não são dias, é o que sempre dizias,
A vida são só dois dias, e as noites a sós são frias.
O vazio toma conta, a cabeça já não pensa,
E cada escolha errada aumenta a tua sentença.
Tu corres contra o tempo, mas o tempo já não espera,
E a sina que escolheste só te leva à beira-fera.
(Refrão)
Cocaína, fina sina,
Da carteira pra narina,
Que merda de brincadeira,
Ninguém fica pla primeira.
(Nem segunda, nem terceira)
Tratas todos à maneira,
Corre mal, mudas de esquina,
Sina fina: a cocaína.
(Verso 2)
Todos têm um segredo, quem pode apontar o dedo?
O de alguns Deus me perdoe, mas até a mim mete medo.
O vício era vício, mas depois foi só enredo,
E o meu começou tão cedo, mano, eu tava tão cego.
Hoje eu tô longe dele, mas sei que ainda tá na pele,
Amigos perderam o mel, só descobri o fel.
Mas hoje eu só quero paz, já chega do que fiz,
O que eu fiz já não se faz, só quero ser feliz.
Por favor, vou dar só mais uma vez,
Juro, acredita, nunca mais vai acontecer.
Amanhã sou forte, assim eu não vou ficar,
Ainda tenho sonhos, tenho filhos para criar.
(Refrão)
Cocaína, fina sina,
Da carteira pra narina,
Que merda de brincadeira,
Ninguém fica pla primeira.
(Nem segunda, nem terceira)
Tratas todos à maneira,
Corre mal, mudas de esquina,
Sina fina: a cocaína.
(Outro)
Hoje eu só quero paz, mano, já chega de sofrer,
O que eu fiz já não se faz, só quero ver os putos crescer.