Há, há, há, há…
cheff, tu querias me ver caindo,
rastejando pelo chão, sem nome, sem voz.
Nunca.
Nunca mesmo.
Mesmo quando tentas me castigar,
me vestir de boneco,
me mover por fios que nunca segurei.
Te olhei em silêncio
e pensei:
continua o teu dia…
o teu dia vai chegar.
As tuas ameaças
foram o meu comer,
me alimentaram a força,
porque sempre tiveste medo
do que eu sou.
Quando me agarraste pelas costas
não senti poder,
senti pavor.
Só via o teu medo tremendo
no teu gesto fraco.
Tira, tira, tira a mão de mim
antes que eu me esqueça
de quem sou.
Naquele momento
senti o cheiro da tua queda,
do teu bando,
do teu desespero disfarçado de ordem.
Cheff, agora te digo na cara:
nunca, nunca.
Eu sempre, sempre fui firme em mim.
O teu medo
te fez me odiar,
te fez me castigar,
te fez mentir pra continuar em pé.
Mas o teu dia vai chegar,
vai chegar.
Teu cunhado…
foi teu amigo na tua frente,
teu inimigo por trás.
Talvez.
Talvez ainda venha te ajudar,
talvez fique contigo até o fim,
talvez te abandone quando a máscara cair.
Eu sigo.
De pé.
Sem medo.
E tu…
vais ter de viver
com o reflexo do que tentaste quebrar
e não conseguiste teu medo só medo mostra ser homem ummmmummmmummm