Era sexta à noite, brilhou a tentação,
O Nelson saiu com sede no coração.
Minis voavam, copos a tilintar,
Disse “vocês são os meus bros ” e começou a chorar.
O que é a bida? — gritou pro céu,
Com o joelho esfolado e um shot de tequila.
Onde é a areia? — perguntou à ucraniana,
Na Póvoa, com uma expressão tranquila.
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Tem o dom do amor, mas é complicado,
É o namorado dos nossos namoradoooos!
Um cupido bêbedo, que voava no céu,
Flerta com todos, mas diz “de dia é teu, à noite meu”
O que é a bida? — e tropeça na rua.
Cú é cú, não há cua! - diz no fim,
E cai de cabeça num cone de jardim.
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E o muro do multiusos, ah, esse fiel,
Já o viu espetar a ira,
Devia achar que estava num corrossel.
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O que é a bida? — já ninguém quer saber,
Mas o Nelson insiste, até anoitecer.
Onde é a areia? — no seu coração,
Feito de minis, abraços e contramão.
Cú é cú, não há cua! — é o seu sermão,
O nosso filósofo em bebedeira e paixão.
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Nas Caraíbas, o nosso bro foi parar,
Mas acreditamos que se a gente precisar,
Ainda ele há-de chegar,
Basta um barco de madeira e com aquelas mãos remar.