(Introdução: violão com batida de samba, cavaco respondendo)
(Verso 1)
No calor da live, o microfone quente
Narrava a partida, falava fluentemente
Mas a vida deu um recall, uma curva fechada
E o trapézio desabou, na frente da arquibancada
O emprego foi pro brejo, o castelo desmorou
E no lugar do troféu, o que sobrou? O que sobrou?
(Refrão)
Sobrou só o osso, meu irmão
A mulher na saída, deu explicação
Que tem fetiche é em velocidade, pneu derrapando
Em chefe de equipe, que fica lá gritando
Ficou com o Wolff, hein? Que reviravolta
E pro Toboco, na geladeira, a picanha virou carne moída!
(Verso 2)
Falou que piloto de F1 é o seu ideal
Que gosta de um toque no radio, que é especial
Que um safety car na vida dela já entrou
E o Toboco, coitado, só o box visitou
Ela quer champagne, pódio, cheiro de pneu queimando
E ele agora tá na pista, é só contorno olhando...
(Refrão)
Sobrou só o osso, meu irmão
A mulher na saída, deu explicação
Que tem feticse é em velocidade, pneu derrapando
Em chefe de equipe, que fica lá gritando
Ficou com o Wolff, hein? Que reviravolta
E pro Toboco, na geladeira, a picanha virou carne moída!
(Ponte - Saxofone entristecido, depois levantando o clima)
Ê, vida de narrador... conta um causo, cai na roda
Mas quando o jogo é da vida, a derrota é pesada
Mas segura a roda, meu chapa, não pira não
Que toda encrenca um dia vira samba no pagode
É só levantar a poeira e dar a volta por cima!
(Refrão Final - Todo o conjunto, com energia)
Sobrou só o osso, mas o samba é meu irmão!
A mulher que foi embora, deu explicação
Mas o Toboco levanta, botando pra fuder
Arruma outro narra, outro amor pra viver
Deixa o Wolff com o rádio, o piloto na curva fechada
Que a vida do sambista é outra corrida... é malandragem disfarçada!
(Grito final)
Ê, ê! Toboco, ô!
Só osso hoje, mas amanhã tem mais! Ê, vamo que vamo!
(Saída instrumental de violão e pandeiro)