Dias e noites de tormenta
Sol e lua a me encarar
A angústia toma conta
Por que sou tão fraco assim?
O que é que me faz desse jeito?
Refém de mim, do meu medo
Não sei como agir, nem pensar
Me perco tentando acertar
Às vezes penso que sou menos
Um estorvo nesse lugar
Saí pra clarear a mente
E escureci o ar
Achei que dava pra não pensar
Mas remoendo eu fui e voltei
Numa explosão de sentimentos
Que eu mesmo provoquei
Pré-Refrão
Ódio, angústia, decepção
Luto contra mim em vão
Desde quando eu aprendi
A fugir de quem eu sou aqui?
Quão feliz eu seria, Pai
Se fosse eu para os Teus braços
Onde a dor não me alcança
E a paz não é escassa
A liberdade que eu desejo não vem
A tristeza ainda me persegue também
Mas o pouco conforto que resta em mim
É saber pra onde eu vou, enfim
Nem a morte me chamou
Que homem miserável sou
O algós celeste não vem
E eu sigo confuso, amém
Mas mesmo fraco eu insisto
Em Te chamar no escuro
Que Deus tenha piedade
Dessa alma em apuro
Refrão (final)
Quão feliz eu seria, Pai
Vivendo ao Teu lado enfim
Onde a dor não faz morada
E a esperança vive em mim
Se a liberdade tarda em chegar
Eu escolho em Ti esperar
Que Deus tenha piedade dessa alma
E me ensine a caminhar