[Intro> sussurros alternados, synth ambiente crescendo]
[Voz aguda, distante, soprano]
Eu devia ir embora
Mas eu sempre volto…
[Voice quase inaudível]
Sempre voltamos…
[Verse 1 beat grave pulsando lento]
Teu nome pesa mais que culpa no meu travesseiro
Teu cheiro ainda mora nos cantos do meu desespero
Eu juro que tentei te esquecer em outros corpos
Mas nenhum deles me prendeu como o teu, nos meus poros
(Aah-aah)
Teu toque é labirinto sem saída, sem mapa
Promessa quebrada que mesmo assim me captura e me arrasta
Você é vício raro, erro bonito
Meu caos favorito, meu abismo bendito
A gente sabe que isso não presta
Mas sempre voltamos pra mesma fresta
[Pré-Chorus synth sobe, hi-hats começam a acelerar]
Diz que me odeia, mas me chama de madrugada
Diz que acabou, mas tua voz treme quando me chama
Se é pecado, por que parece salvação?
Se é veneno, por que eu quero mais da tua mão?
(Aahh-aah-aah)
[Chorus batida eletrônica entra pesada e hipnótica]
Nós somos fogo em gasolina
Beijo que queima, cura e contamina
Dois erros que rimam com sina
Dois corpos presos na mesma ruína
Mas que coisa boa. Isso dói..
Você me puxa, me prende, me gira
Promete saída e me afunda na mira
Se amar você é minha queda divina
Então me empurra, eu caio sorrindo na esquina
[Verse 2 — beat reduz, grave latejando como coração cansado]
Teu olhar me despida mesmo quando tô vestida
Você lê meus silêncios melhor que qualquer vida
Me odeia com ternura, me ama com raiva
Teu carinho é lâmina que corta e me salva
Eu sei que a gente é desastre anunciado
Tipo um tsunami antes do estrago
Mas quando você morde minha boca devagar
Eu me arrepio, e aí nos amamos novamente
Somos tempestade em taça de cristal
Brindando o nosso próprio final
[Pré-Chorus 2 — mais tenso, synth vibrando]
Te afasto pra ver você correr atrás...
Você me perde, me machuca, só pra me querer mais
Se é loucura, por que parece razão?
Se é errado, por que bate no tom do coração?
[Chorus — mais explosivo, camadas de voz]
Nós somos fogo em gasolina
Beijo que queima, cura e contamina
Dois erros que rimam com sina
Dois corpos presos na mesma ruína
Se amar você é me ferir bonito
É me perder e me achar no grito
Se isso é guerra, eu me rendo aflito
Porque teu caos combina comigo
[Bridge — instrumental dramático, vozes quase confessionais]
Se alguém perguntar… eu nunca fui tua…
(Aah-aah)
Se alguém perguntar… eu nunca te amei…
[Silêncio de 1 batida]
[ Voz uníssono, mas baixo]
Mas ninguém pergunta…
[Breakdown — batida cortada, subgrave pulsando isolado]
Some…
Chama…
Foge...
Volta…
A gente é vício sem cura…
[Vozes ao fundo — repetição etérea em camadas]
fica… fica… fica…
volta… volta… volta…
[Último Chorus — máximo clímax sonoro]
Nós somos fogo em gasolina
O erro mais lindo que o destino assina
Se o mundo acabar nessa adrenalina
Que acabe com tua boca na minha.
(Ahn)
Se isso é pecado, então me condena
Teu amor me sucumbi, mas vale a pena
[Outro — instrumental se dissolvendo, batida desacelera]