[Verso 1]
Am
Acordei com vontade de gritar,
F
de dizer na cara sem disfarçar.
C
Gente de merda vem me ensinar,
G
mas palavra minha não vai calar.
Am
Meu respeito não tá à venda, não,
F
nem por um sorriso de ocasião.
C
Mesmo vendo, ouvindo, eu digo assim:
G
vai carregar o lixo, mas sem mim.
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[Refrão]
C G
Vai tu, que és o melhor do chão,
Am F
limpa o espelho da tua ilusão.
C G
Sou bom demais pra sujar as mãos,
Am F
carrega o lixo da tua razão.
(gritado, com raiva e ironia)
Am — “Vai tu! Eu tenho o que fazer!”
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[Verso 2]
Am
Tanta fala, tanta confusão,
F
mas no fim, sobra sujeira e traição.
C
Eu sigo em frente, cabeça no ar,
G
não paro pra ver o que vão falar.
Am
Dizem: “tu és o melhor a limpar”,
F
e eu respondo: “sou, mas não vou ficar”.
C
Não carrego o lixo que respira aqui,
G
o pior tá vivo e fala por si.
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[Refrão]
C G
Vai tu, que és o melhor do chão,
Am F
limpa o espelho da tua ilusão.
C G
Sou bom demais pra sujar as mãos,
Am F
carrega o lixo da tua razão.
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[Ponte – Falada com eco e guitarra limpa]
F
Tenho pressa, tenho pra onde ir,
G
não sou teu saco de fingir.
Am
Vai tu, campeão da hipocrisia,
F
eu fico com minha paz e ironia.
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[Refrão final – explosivo]
C G
Vai tu, que és o melhor do chão,
Am F
limpa o espelho da tua ilusão.
C G
Sou bom demais pra sujar as mãos,
Am F
carrega o lixo — da tua razão!
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[Outro – voz falada e seca]
Am
Vai tu…
F
Eu sigo leve.
C
O lixo fica onde nasceu.
G
E eu — renasço meu.
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