[Verso 1]
Milton que só tem 16 anos,
Olhar pesado, coração com mil danos.
Cresceu sem o pai, só com a mãe do lado,
Na quebrada onde o futuro é sempre adiado.
Lá no beco onde o medo é vizinhança,
Sonhava alto, mas vivia na esperança.
Todo dia um corre, um sufoco, um plano,
Mas Milton jurou: "Eu mudo isso esse ano."
[Pré-Refrão]
Quer conhecer os irmãos que a vida escondeu,
Fragmentos de um passado que ninguém entendeu.
Com o peito blindado e o destino na mão,
Ele parte pro mundo com fogo no coração.
[Refrão]
Milton que só tem 16 anos,
Enfrenta a vida com os próprios enganos.
Na selva urbana ele traça o seu teto,
E funda a temida Gang do Manto Preto.
Gotas de sangue na rua, no concreto,
Mas ninguém ousa tocar no projeto.
[Verso 2]
Primeiro ele encontra o tal do Gastão,
Malandro de fala suave, visão de tubarão.
Depois vem Ronildo, braço forte da missão,
Leal até o fim, coração de leão.
Adelino chegou com o código na mente,
Hackeava sistemas como um delinquente.
Aurio, o último, gênio das ruas,
Transformava sucata em armas cruas.
Cinco nomes, um destino entrelaçado,
Pelo ódio e a dor, cada um foi marcado.
Milton no centro, líder por respeito,
Criou a irmandade no caminho mais estreito.
[Pré-Refrão]
Cada passo era guerra, cada rua, um aviso,
Mas Milton seguia firme no improviso.
Com sangue no punho e o futuro incerto,
Construiu o império do Manto Preto.
[Refrão]
Milton que só tem 16 anos,
Enfrenta a vida com os próprios enganos.
Na selva urbana ele traça o seu teto,
E funda a temida Gang do Manto Preto.
Gotas de sangue na rua, no concreto,
Mas ninguém ousa tocar no projeto.
[Verso Final]
Não era por glória, não era por fama,
Era pra provar que ninguém mais o engana.
Seus irmãos, agora, são mais que aliados,
São o lar que ele sonhou, enfim encontrado.
E mesmo na sombra, a luz sempre reflete,
Milton no topo com olhar de profeta.
O mundo treme quando ele se manifesta,
"Eu só tenho 16, mas mudo a festa!"