Você nunca foi uma solução, mas, entendam bem, contigo tudo ficou mais tranquilo.
Treinei por anos, como Saitama, para ser o meu próprio herói, mas agora entendi, Deku: às vezes, a força que precisamos não é física, e sim emocional.
Meu pai me deixou uma maldição. Cada vez que vejo minha amada se machucar, uma parte de mim morre por dentro. E, cada vez que ela renasce, sou forçado a viver um recomeço. Tudo de novo.
Fui tão limitado quanto Groot, aprendendo a dizer apenas três palavras: “eu te amo.” Mas, na realidade, senti a dor do Senhor das Estrelas quando percebi que Gamora não estava mais ali.
Falhei, como o Homem-Aranha que não conseguiu salvar Mary Jane quando ela mais precisava de mim.
Procurei meu One Piece, como Luffy, mas já o tinha encontrado. Só que agi como Zoro, perdido, vagando por lugares sem rumo, e acabei perdendo meu maior tesouro.
Desculpa por não ter quebrado sua maldição, Ravenna. Fui fraco, como Mutano, sem coragem de lutar pelos momentos que poderiam ter nos feito felizes.
Eu deveria ter sido como Pégaso, o cavaleiro que você precisava, mas agora me vejo como Edward Elric, tentando um pacto impossível para voltar no tempo, disposto a perder partes de mim mesmo só para te ter de volta. Mesmo assim, lembro que te tratei como um nome no Death Note. Por isso, meu nome está na lista, e sei que nunca serei perdoado.
Agora entendo o que Mikasa Ackerman sentiu quando Eren Yeager mudou seus ideais.
A chuva cai ao meu redor, e enquanto acendo meu último cigarro, lembro da cena de Vinsmoke Sanji chorando. Agora sou eu quem chora. Em vez de ser sua felicidade, fui como o cigarro: um câncer que te intoxicava e te destruía aos poucos.