Verso 1
Am F
Tuas palavras eram do demônio,
C G
sussurros frios a me engolir.
Am F
Não lutaste contra teu próprio rosto,
C G
foste sombra que veio pra mentir.
(Entregar com voz contida, construção emocional)
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Pré-Refrão
Dm Am
E eu guardei cada corte frio,
F G
calado, firme, sem cair.
Dm Am
Agora vejo o fio do teu vazio —
F G
o mundo há de te redimir.
(curva melódica subindo para o refrão)
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Refrão
C G
O dia vai chegar, tu vais sofrer,
Am F
vai doer como nunca sentiste.
C G
O dia vai chegar, não vais prever,
Am F
tudo volta e tudo fere, tudo viste.
(Refrão com força — baterias e guitarras abrem; cantar com emoção, sustentar as frases finais)
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Verso 2
Am F
Foste vento que virou tempestade,
C G
promessas secas no chão.
Am F
Achaste que eu ficaria de lado,
C G
mas aprendi a curar meu pão.
(mesma dinâmica do verso 1, com pequenas variações vocais)
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Pré-Refrão (variação)
Dm Am
Não te desejo fogo no rosto,
F G
mas a justiça tem seu léu.
Dm Am
Quem planta dor colhe o desgosto —
F G
colhe a noite dentro do seu véu.
(subir mais ainda para o refrão)
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Refrão (repetir)
C G
O dia vai chegar, tu vais sofrer,
Am F
vai doer como nunca sentiste.
C G
O dia vai chegar, não vais prever,
Am F
tudo volta e tudo fere, tudo viste.
(Adicionar harmonia vocal na segunda repetição do refrão)
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Ponte (mais íntima, quase sussurrada, 8 compassos)
F C
E eu não celebro tua queda,
G Am
não quero teu pranto, não.
F C
Só quero ver o peso do ato,
G Am
pra limpar a minha mão.