**Verso 1:**
De fudido pra rei, eu vi o sistema tremer,
Peguei a grana do tráfico e comprei Jesus de ouro no pescoço.
Antes comia osso, agora como caviar no estacionamento do inferno,
Minha alma? Tá no leilão—50k pro primeiro trouxa que chorar.
Nostalgia da favela? **Tô cagando!**
Piso em coroa de espinho, Gucci na cueca,
Gasolinei o Bentley com sangue de playboy,
A mina me chama de "Deus", mas eu sou o Diabo que venceu a fome.
**Pré-Coro:**
Os corno fala: "Mansão, mas o coração tá vazio"—
Vazio igual o cofre deles quando eu roubei a chance.
Tô na varanda com uma AK e um copo de veneno,
Rindo dos pobre que virou rico e ainda tem medo de fantasma.
**Coro:**
**Quebra tudo!** Ouro nos dentes, podre na mente,
Subi do lixo pro luxo, mas o lixo me persegue.
Gasto milhão em puta, champanhe e pó de anjo,
Só pra esquecer que eu ainda tenho cheiro de esgoto.
**Verso 2:**
Comprei a cadeira que o juiz me chamou de "vagabundo",
Toquei fogo nela e assaltei o passado com um sorriso.
Meus parceiro tão mortos ou presos—eu virei estatística:
"Pobre que enriquece ou vira lenda ou vira notícia policial."
No espelho: um zumbi de Dolce & Gabbana,
As mina me ama, mas é o cheque sem fundo que elas chupam.
Vendi minha sombra pro governo, invadi a Matrix,
E agora? Tô rico de mais pra chorar, mas pobre de menos pra sentir.
**Ponte Sombria:**
A psicóloga falou que "dinheiro não cura trauma"—
Mandei ela tomar no cu e comprei o prédio dela por vingança.
Tranquei a infância no porão, coloquei fogo nas lembranças,
E dancei na fumaça com uma máscara de notas falsas.
**Coro:**
**Quebra tudo!** Ouro nos dentes, podre na mente,
A riqueza é uma cicatriz que o sistema não esconde.
Vivo na torre de marfim, cuspindo nos mendigos,
Porque hoje eu sou eles, só que com um Rolex no pulso.
**Outro:**
Quando você nasce fodido, o sucesso é uma armadilha,
A grana clareia os dente mas apodrece a alma.
Tô vivendo no ápice da decadência,
Um deus do trap, com cheiro de pneu queimando na favela.