Faz exatamente um ano, a data eu bem sei
Um encontro passageiro, o acaso de um café, talvez
Teus olhos me prenderam, um riso despretensioso
Pensei: "É só um momento, adeus silencioso"
Segui a minha estrada, a vida, o meu caminho
Com a certeza de que ali era o nosso finzinho.
(Refrão)
Mas o destino riu alto, e a porta se abriu
Pôs-te de novo à minha frente, o tempo parou, sumiu
E agora não sais da minha cabeça, és a melodia
Desde o dia em que disseste que me querias
Uma doce tortura que não me deixa em paz
Sabendo que te amo, mas não posso ir atrás.
(Verso 2)
Tuas palavras, um calor, um abrigo inesperado
Revelaram o que em segredo eu tinha guardado
Gostas de mim, disseste, com a voz embargada
E o meu "eu te amo" engasgou na garganta calada
Há barreiras tão altas, muros que não consigo ver
O mundo entre nós dois, o que vamos fazer?
(Refrão)
Mas o destino riu alto, e a porta se abriu
Pôs-te de novo à minha frente, o tempo parou, sumiu
E agora não sais da minha cabeça, és a melodia
Desde o dia em que disseste que me querias
Uma doce tortura que não me deixa em paz
Sabendo que te amo, mas não posso ir atrás.
(Ponte)
Eu queria gritar que o sinto com a mesma intensidade
Que este amor proibido é a minha pura verdade
Mas não posso aceitar, os riscos são imensos
Por isso, neste chão, sigo os meus pensamentos
Não sei se posso dizer, "também te amo", por enquanto
É um nó na garganta, um doloroso encanto.
(Refrão)
Mas o destino riu alto, e a porta se abriu
Pôs-te de novo à minha frente, o tempo parou, sumiu
E agora não sais da minha cabeça, és a melodia
Desde o dia em que disseste que me querias
Uma doce tortura que não me deixa em paz
Sabendo que te amo, mas não posso ir atrás.
(Outro)
Só me resta a esperança, quando a noite vier
De te encontrar, de mãos dadas, onde ninguém puder...
Em um sonho, só contigo, lá eu posso ficar.
E ao acordar, te amo, mas tenho que te deixar...
Em um sonho...