**Verso 1** Acordo em um mundo que não entende quem eu sou, A TV chama meu nome, mas nunca explicou. A estática me prende como um velho feitiço, E cada passo que eu dou parece um sacrifício.
A chuva cai gelada, bate forte no chão, A cidade me observa, mas sem compaixão. Eu corro no escuro buscando algum retorno, Mas sigo firme na noite porque eu sou o Mono.
**Refrão** **Sou o menino que a noite moldou, O eco perdido que o tempo quebrou. Corro da sombra que insiste em voltar, Mas o destino me prende no mesmo lugar.**
**Verso 2** Encontro a Six caída numa caixa fria, E pela primeira vez sinto alguém nessa agonia. Dois fugitivos contra um mundo quebrado, Mas quanto mais a gente avança, mais fica pesado.
O Caçador persegue, a Professora vigia, Os corpos deformados riem sem alegria. Eu ergo meu martelo contra o que é cruel, Mas nada me prepara pro horror vindo do céu.
**Refrão** **Sou o menino que a noite moldou, O eco perdido que o tempo quebrou. Corro da sombra que insiste em voltar, Mas o destino me prende no mesmo lugar.**
**Ponte** A Torre me chama — e a estática me invade, O destino se torce, remodela a verdade. A Six muda os olhos… muda a intenção, E o laço que fizemos vira desilusão.
**Verso final** No último salto, estendo a mão pra salvar, Mas a mão que eu confiava… decide soltar. Eu caio no vazio, o relógio se espatifa, O tempo se estica, a realidade fica viva.
Meu corpo se alonga, o passado se repete, A minha alma se dobra, o futuro se derrete. No fim eu percebo: não existe perdão… Eu me torno o Homem Fino, preso na maldição.
**Refrão final** **Sou o menino que o futuro apagou, O silêncio que a Torre transformou. Preso no ciclo que nunca vai cessar, Eu sou o Mono tentando escapar.**
O ar se contorce — **A TORRE ME CHAMA!** Meu sangue ferve como fogo em chamas! A estática grita dentro do meu peito, O mundo distorce, perde todo respeito!
Eu CORRO sem ver, mas enxergo TUDO, O caos me domina num golpe absurdo! O tempo rasga, a visão desaba, Meu corpo vibra — a FÚRIA me abraça!
Hi— PODER QUE SE ELEVA!** O chão racha inteiro quando a energia se revela! Meu passo é impacto — meu soco é trovão, Sou o MONO quebrado pela própria maldição!
A Torre me puxa, me dobra, me vira, A força do abismo explode e delira! As sombras sorriem — eu sei o motivo, Porque no caos profundo eu renasço VIVO!
vibra em cada batida!** Eu tomo a dor, transformo em vida! Meu grito corta a noite como lâmina negra, Sou o eco do futuro que o destino entrega!
O ciclo se fecha, mas eu abro também, Minha alma se parte — vira sombra de alguém! No auge da fúria, no limite final… **Eu me torno o HOMEM FINO — meu próprio mal!**