Olho no espelho, vejo um reflexo
Que nunca parece ser o certo
Comparo meu corpo, minha alma, meu ser
Com outras garotas que eu queria ser
Na escola, busco a validação
Notas altas, mas sem satisfação
Me ensinaram que ser a melhor é a lei
Mas nunca é o bastante, nunca é ok
Quero orgulhar meu pai, ser a filha ideal
Mas sempre falho, é um ciclo fatal
Ele olha pra mim, vejo a decepção
E me perco mais fundo nessa solidão
Rostos bonitos, corpos perfeitos
Eu só queria ser assim, sem defeitos
Mas a culpa me consome, não sei de onde vem
Só sei que nunca sou boa o suficiente pra ninguém
Me cobro demais, me sinto tão mal
Queria ser perfeita, mas é tão irreal
A pressão me sufoca, não consigo respirar
E a culpa me segue, não sei como lidar
No silêncio da noite, choro sozinha
Sonhando com uma vida que nunca é minha
Queria ser feliz, mas não sei como ser
A culpa me prende, não consigo me ver