Pego a estrada antes do sol nascer,
Com o coração pesado, mas sem me deter.
O motor canta o som da solidão,
Milhas e milhas longe do meu chão.
(Pré-refrão)
Na cabine levo sonhos e lembranças,
Fotos amassadas e uma esperança.
A saudade me abraça como um velho amigo,
Mas a estrada me chama, é o meu destino.
(Refrão)
Eu sou o vento que corta o sertão,
Um motorista com a alma em oração.
Deixo pra trás Natal e Ano Novo,
Mas levo comigo a força do povo.
Na solidão encontro minha vitória,
Cada quilômetro é parte da história.
(Verso 2)
A festa na ceia ficou pra depois,
O brilho das luzes, só vejo em faróis.
O rádio me faz companhia na escuridão,
Cada curva traz um pouco de emoção.
(Pré-refrão)
Penso na família, na mesa vazia,
Enquanto sigo firme na minha trilha.
O asfalto é duro, mas eu sou mais,
A vitória é certa pra quem nunca se desfaz.
(Refrão)
Eu sou o vento que corta o sertão,
Um motorista com a alma em oração.
Deixo pra trás Natal e Ano Novo,
Mas levo comigo a força do povo.
Na solidão encontro minha vitória,
Cada quilômetro é parte da história.
(Ponte)
E quando o dia da chegada vem,
Com olhos cansados, mas coração também.
A vitória não é só chegar ao fim,
É ser o herói que ninguém vê assim.
(Refrão final)
Eu sou o vento que corta o sertão,
Um motorista com a alma em oração.
Deixo pra trás Natal e Ano Novo,
Mas levo comigo a força do povo.
Na solidão encontro minha vitória,
Cada quilômetro é parte da história.
(Final)
A estrada é minha casa, minha missão,
Cada dia longe é por quem tenho no coração.