🎧 Título: “Entre Cinzas e Silêncio (Versão Completa)”
(Intro – voz rouca e baixa)
Yeah...
Tem dor que nem o tempo entende,
tem alma que só sente...
(Vai...)
(Verso 1)
Cresci tentando entender o porquê da dor me escolher,
enquanto o mundo ria, eu só queria me esconder.
A vida bateu e eu aprendi a endurecer,
mas ser de pedra também me fez esquecer.
Eu vi amigos mudando, sonhos morrendo no meio,
a esperança despedaçada, jogada no seio.
E o que restou de mim? Só esse receio,
de tentar viver num mundo que nunca foi alheio.
Carrego o peso de ser forte o tempo inteiro,
mas ninguém entende o desespero verdadeiro.
O riso é máscara, o olhar é ligeiro,
quem vê de fora não nota o cansaço inteiro.
(Pré-refrão)
E se um dia eu sumir, me deixa em paz,
não tenta entender, não olha pra trás.
Meu grito é mudo, mas ecoa demais,
a dor fala baixo, mas nunca se desfaz.
(Refrão)
Eu tô cansado, mas ninguém nota,
sorriso falso, alma morta.
O tempo passa, o sonho corta,
e o que restou de mim...
foi só a derrota.
(Verso 2)
Já vivi fingindo estar bem, só pra não preocupar,
mas cada passo dói, e ninguém pra escutar.
As vozes da mente começam a gritar,
“não vale a pena”, e eu tento calar.
Quantas vezes sorri sem querer?
Quantas vezes chorei sem poder?
O espelho reflete um estranho, eu sei,
não sou o mesmo de ontem, e nem sei se fiquei.
Sinto falta de mim, do que eu era,
antes do mundo virar uma guerra.
Antes da mente virar minha cela,
antes do escuro virar minha terra.
Eu tento fugir, mas o tempo me prende,
a dor me entende, e o medo me defende.
A solidão me abraça e nunca se rende,
talvez ela seja o que sempre me entende.
(Refrão – com mais intensidade)
Eu tô cansado, mas ninguém nota,
sorriso falso, alma morta.
O tempo passa, o sonho corta,
e o que restou de mim...
foi só a derrota.
(Verso 3 – final mais poético e sombrio)
Às vezes eu penso: será que alguém sente igual?
Ou será que eu sou só mais um no final?
Perdido, quebrado, vazio e banal,
tentando ser forte num mundo irracional.
Não quero pena, nem atenção,
só quero calma pra esse coração.
A vida cobra e não dá perdão,
e o silêncio virou minha canção.
As lembranças são facas sem ponta,
cortam leve, mas nunca desapontam.
A saudade é fria, mas me confronta,
me mostra o que fui e o que já não conta.
Talvez amanhã eu nem esteja aqui,
talvez o vento leve o que restar de mim.
Mas se um dia alguém lembrar daqui,
que lembre que eu lutei... até o fim.
(Último refrão – voz melódica e lenta, com eco)
Eu tô cansado, mas ninguém nota,
sorriso falso, alma morta.
O tempo passa, o sonho corta,
e o que restou de mim...
foi só a derrota.
(Final – voz sussurrada)
E no fim...
entre cinzas e silêncio...
só restou eu...
e o vazio que ficou.