[Parte 1]
Naquela velha cidade, governava um juiz
Que não temia a Deus e a ninguém ouvia
Homem de peito frio, de olhar infeliz
Que pelo sofrimento do povo não se importava, nem via.
Mas na mesma cidade, uma viúva clamava
Batia à sua porta, pedindo de sol a sol:
"Faze-me justiça contra quem me afrontava!
Seja o meu escudo, seja o meu farol!"
Por um tempo ele se recusou, fechou o seu coração
Mas de tanto ela insistir, ele ruiu por dentro e pensou:
"Embora eu não tema a Deus, nem tenha por homem compaixão,
Vou atender o pedido que ela tanto buscou."
Esta viúva me aborrece, me cansa o caminhar
Vou fazer-lhe justiça de uma vez por todas, sim
Para que ela não volte mais aqui me importunar
E ponha, finalmente, nesse clamor um fim.
[Refrão - 2x]
Acaso Deus não fará justiça aos Seus escolhidos,
Que clamam a Ele de dia e de noite sem cessar?
Será que deixará Seus filhos desamparados, esquecidos?
Continuará fazendo o Seu povo esperar?
Eu digo a vocês: Ele fará justiça, e depressa virá!
O braço do Senhor oprimido nenhum encerra.
Contudo, quando o Filho do Homem aqui voltar,
Será que ainda encontrará fé sobre a terra?
[Parte 2]
(Pode ser cantada com mais intensidade ou uma batida mais marcada)
Naquela mesma cidade, a história se repete
Onde o juiz orgulhoso tentou se esconder
Mas a fé da viúva é a força que o comove e o derrete
Mostrando que a insistência tem a força de vencer.
Por um tempo ele se recusou, fechou o seu coração
Mas de tanto ela insistir, ele ruiu por dentro e pensou:
"Embora eu não tema a Deus, nem tenha por homem compaixão,
Vou atender o pedido que ela tanto buscou."
Esta viúva me aborrece, me cansa o caminhar
Vou fazer-lhe justiça de uma vez por todas, sim
Para que ela não volte mais aqui me importunar
E ponha, finalmente, nesse clamor um fim.
[Refrão - Final]
Acaso Deus não fará justiça aos Seus escolhidos...(Repete para encerrar com impacto)