(VERSO 1)
(Piano/Guitarra suave, voz contida e amarga)
O nosso começo, minha história favorita
Hoje é só piada mal escrita
Cada "pra sempre" que você dizia
Queima como ácido em plena luz do dia
Eu lembro de tudo, um tolo, um cego
Um completo idiota a quem você deu desprezo
A dor não é filme, é gosto de fel
É um nó na garganta, um inferno no céu
Fui o detetive da minha desgraça
Juntando as peças dessa sua farsa
As noites longas, o celular sorrindo
Não era estresse, era outro homem, era você mentindo
E o que me destrói, o que me quebra em pedaços
É a imagem de você voltando dos braços dele
Pra deitar aqui, na nossa cama
Me beijar com a mesma boca e jurar que me ama!
QUE NOJO! Da sua covardia!
QUE NOJO! Desse seu teatro, do seu bom dia!
A raiva é quente, me manda quebrar
Mas é a humilhação que me faz congelar
Fui a piada secreta de vocês dois
O seu "eu te amo" vinha sempre depois
Depois de um cuspe que eu não percebia
Enquanto sorrindo, eu te agradecia
E o que me destrói, o que me quebra em pedaços
É a imagem de você voltando dos braços dele
Pra deitar aqui, na nossa cama
Me beijar com a mesma boca e jurar que me ama!
QUE NOJO! Da sua covardia!
QUE NOJO! Desse seu teatro, do seu bom dia!
E eu me pergunto, olhando no espelho:
"Não fui bom o bastante? Onde foi que eu errei?"
Te dei a porra da minha alma num prato vermelho
E você usou o mapa da dor que eu te entreguei!
Não quero seu perdão, não quero desculpa vazia!
Só quero que a culpa te roa na noite mais fria!
Que sinta um décimo do vazio que você me deu!
Eu não sei quem sou sem o "nós"...
Mas sei quem eu não sou mais...
O seu idiota.
A ferida é minha... a cicatriz também...
Vou me curar de você... pra nunca mais... me machucar...
Adeus.