(Verse 1)
Há um silêncio antigo dormindo na sala,
Um eco de passos que nunca dei.
As horas escorrem pela mesma janela,
E eu já nem lembro do tempo que amei.
(Pre-Chorus)
Tudo pesa igual, tudo soa distante,
Sou só um rosto na névoa errante.
(Chorus)
E eu caminho entre o nada e o quase,
Procurando um sinal que se atrase
E me alcance antes de eu me perder.
Mas o mundo gira sem promessa,
E cada sonho que me atravessa
Morre antes mesmo de nascer.
(Verse 2)
Coleciono sombras que o dia rejeita,
Fragmentos de mim que não sei guardar.
Há tanto universo no fundo da dúvida,
Mas nunca encontro onde descansar.
(Pre-Chorus)
Tudo dói igual, tudo passa depressa,
Sou só silêncio que ninguém confessa.
(Chorus)
E eu caminho entre o nada e o quase,
Procurando um sinal que se atrase
E me alcance antes de eu me perder.
Mas o mundo gira sem promessa,
E cada sonho que me atravessa
Morre antes mesmo de nascer.
(Bridge)
Talvez o sentido seja só invenção,
Um vulto que dança na contraluz.
Talvez existirmos seja só uma pausa
Antes do escuro que nos conduz.
(Final Chorus)
E eu insisto entre o nada e o quase,
Mesmo que o silêncio nunca me abrace,
Mesmo que esse vazio queira vencer.
Se o mundo gira sem promessa,
Ainda guardo a pequena pressa
De um sopro novo me acontecer.