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(Intro)
Yeah…
Isto não é parque infantil, mano
Na margem é frio, fica atento ou cais…
(Verso 1)
Máscara na cara quando piso na sombra,
Fumo denso, sem vape, só bomba,
Olhos vermelhos das noites sem fala,
Olhar errado e a tua vida empala.
Betão marcado com sangue que seca,
Sem sol, só chuva que nos peca,
Não dizemos nomes, não confio em cara,
Lealdade é rara na rua que dispara.
(Pré-refrão)
Aço na mão, coração gelado,
Vida no fio, mano, é matar ou ser marcado,
Frio na alma, sem cura no peito,
No campo do diabo não existe respeito.
(Refrão)
No lado negro, não vejo clarão,
Os falsos deslizam mas não têm mão,
Sirene embala como canção,
Vivemos na guerra, nascemos leão.
(Verso 2)
Passos ecoam nos prédios do bairro,
Sombras falam quando o bonde é raio,
Sem sono, só paranoia na madrugada,
Sonhos viram pó quando a vida é armada.
Todos querem fama, mas o preço é caro,
Não compras tempo quando o teu cai raro,
Dor no peito mas a face é pedra,
Cresci no fogo, alma já queda.
(Pré-refrão)
Aço na mão, coração gelado,
Vida no fio, mano, é matar ou ser marcado,
Frio na alma, sem cura no peito,
No campo do diabo não existe respeito.
(Refrão)
No lado negro, não vejo clarão,
Os falsos deslizam mas não têm mão,
Sirene embala como canção,
Vivemos na guerra, nascemos leão.
(Outro)
Não há paz, só guerra e pecado,
Perdes-te antes de seres lembrado,
A rua não muda, só te deixa marcado,
No lado negro… o jogo é fechado.
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