Ponto: “Na Força de Obaluaê e da Minha Corrente”
[Estrofe 1 — Abertura]
Eu firmei meu ponto na luz do congá
Chamei minha corrente pra me acompanhar
Na mata, no morro, na noite, no chão
Meus guias me guardam com fé e união
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Refrão:
Salve minha corrente, salve meu terreiro
Saravá meu povo forte e verdadeiro
Salve minha corrente, salve o congá
Na força de Obaluaê ninguém vai me derrubar
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[Estrofe 2 — Caboclo Jupiá]
Caboclo Jupiá vem da mata sagrada
Com flecha certeira e mão abençoada
Defende seus filhos com garra e amor
Traz cura da mata e a força do caçador
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[Estrofe 3 — Vó Benedita & Pai Francisco]
Vó Benedita vem mansa, rezando baixinho
Pai Francisco vem firme, guiando o caminho
Com arruda e rosário, a reza é certeira
Afasta demanda e limpa a porteira
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[Estrofe 4 — Cigana Rosa Amarela]
Rosa Amarela vem dançando a girar
Com cartas e seu leque, o destino a mostrar
Traz vento da estrada e perfume de flor
Ilumina o caminho com força e amor
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[Estrofe 5 — Erê Margarida Amarela]
Margarida Amarela vem rindo a brincar
Mas na sua pureza o axé vai brilhar
Com canto e alegria, despacha tristeza
Mostrando que o amor é a maior riqueza
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[Estrofe 6 — Exu Caveira]
Exu caveira guarda a porteira
Lá ele para quem vem sem respeito
Na sua presença o mal não tem jeito
Com marafo e dendê firma o congá
E afasta demanda pra não mais voltar
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[Estrofe 7 — Pombogira Rosa Caveira]
Rosa Caveira vem bela e imponente
Com olhar certeiro, ela guarda sua gente
No giro da saia despacha o perigo
E guarda na lei quem caminha consigo
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[Estrofe 8 — Zé Pilintra do Morro]
Zé Pilintra do Morro vem todo alinhado
Com seu terno branco e vermelho todo alinhado
Na malandragem da ladeiras é protetor
Amigo leal e trabalhador
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[Estrofe 9 — Obaluaê, Regente da Corrente]
Obaluaê, nosso pai protetor
Traz a cura na palha, traz a força e o amor
Transforma a dor em vida, o pranto em alegria
E abençoa a casa noite e dia
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[Final]
Salve a mata, a estrada, a noite e o dia
Salve meus guias, salve a alegria
Na força da fé e no brilho da lei
Eu sigo com minha corrente e com meu Obaluaê