Título: "Vão Cagar, Trabalhem"
Tempo: 100–108 BPM
Estilo: Pop‑rock com atitude / rap falado em versos e refrão cantado (voz masculina, rouca/irritada)
(Intro — guitarra elétrica rascante, 2 compassos)
[Verso 1]
Acordo cedo, cheiro já tá no ar
Entram na firma a fingir que vão trabalhar
Mas vejo as portas fecharem — é sempre a mesma cena
Riem, mandam mensagem, e o serviço que pena
[Pré‑refrão]
Pés no chão, mente vazia, desculpa pra escapar
Enquanto o relógio roda, quem fica a remar?
[Refrão]
Vão cagar, parem de fingir — trabalhem de verdade!
Cheira a merda no corredor, e eu perco a vontade
Vão cagar, parem com essa arte — a vida não espera
Se o trabalho pesa, segura a onda e faz a riba inteira
[Verso 2 — mais falado, quase rap]
Quando apertar o chefe chama, “tô na hora do almoço”
Mas não é fome não, é fuga, disfarce grosso
Todo mundo tem um ritual, cada um tem sua vez
Mas quem segura a barra? Sempre sejas tu outra vez
[Pré‑refrão]
Desculpas na ponta da língua, sorrisos na sessão
Enquanto isso a pilha cresce e ninguém pega a mão
[Refrão]
Vão cagar, parem de fingir — trabalhem de verdade!
Cheira a merda no corredor, e eu perco a vontade
Vão cagar, parem com essa arte — a vida não espera
Se o trabalho pesa, segura a onda e faz a riba inteira
[Ponte — instrumental com riff marcante, depois sussurro / spoken]
Se vai sair de cena, leva o atraso também
Aqui não é banheiro, é cancha, é além
(Micro‑explosão sonora)
Eu não peço muito — só que façam o que têm
[Refrão — repete, subindo a intensidade]
Vão cagar, parem de fingir — trabalhem de verdade!
Cheira a merda no corredor, e eu perco a vontade
Vão cagar, parem com essa arte — a vida não espera
Se o trabalho pesa, segura a onda e faz a riba inteira
(Outro — guitarra solta, voz repetindo “trabalhem!” diminuendo)