[Verso]
Cinzas no céu que nunca clareia
O grito preso na garganta cheia
De medo de um amanhã que não vem
Será que somos mais do que reféns
O solo queima sob os pés descalços
Vidas perdidas
Futuros falsos
A fome dança onde a luz morreu
Um eco vazio do que já foi meu
[Refrão]
Sobrevivência
Lutamos
Sangramos
Vivemos na ausência
Sobrevivência
O mundo em pedaços
Buscamos essência
Sobrevivência
O grito da terra é nossa sentença
[Verso 2]
O aço corta o que resta do ar
Corpos caem
Ninguém pra chorar
Um ciclo eterno
Um jogo cruel
Somos poeira no vento infiel
Os rios secos
A esperança amarga
Cada passo é um peso que não larga
Mas ainda vejo um brilho escondido
Talvez um sonho que não foi perdido
[Refrão]
Sobrevivência
Lutamos
Sangramos
Vivemos na ausência
Sobrevivência
O mundo em pedaços
Buscamos essência
Sobrevivência
O grito da terra é nossa sentença