Ta ta ya ola… (Versão ainda mais aumentada)
Ta ta ya, ola… como estás, meu amor?
Vejo teu jeito chegando, trazendo calor,
o teu passo devagarinho, teu olhar profundo,
como quem sabe que manda no ritmo do mundo.
Tu vens com o pau na mão, firme, certeiro,
subes, desces, moves com jeitinho verdadeiro.
E cada toque teu deixa um rastro no ar,
um desenho, uma linha que só tu sabes traçar.
A tinta escorre quente pela parede branca,
como se teu toque derretesse tudo que ela guarda.
Cada gota corre seguindo teu comando,
e tu olhas, sorris, e vais continuando.
O som do pau batendo leve, tic tic tac,
faz eco no quarto como um coração a marcar.
E eu fico ali, hipnotizado no teu movimento,
teu corpo criando arte em cada momento.
Vai, amor, vai… não tenhas pressa nenhuma,
deixa a parede sentir tua mão, tua luna.
O teu braço sobe, desce, gira devagar,
e a tinta dança, desliza, parece até cantar.
A cada passada tua o quarto ganha vida,
a cada toque teu nasce uma nova ferida
de cor, de paixão, de vibração no ar,
e eu só quero ver-te mais, quero ver-te pintar.
A parede treme, o chão responde,
o cheiro da tinta no ar se esconde,
mistura-se com teu suor suave,
com tua respiração lenta, grave.
E tu continuas, firme, tão gostoso,
fazendo da tinta um ato precioso.
A cor escorrendo, teu corpo mexendo,
e o teu jeito… ah, teu jeito me prendendo.
Pinta mais, amor, sem medo, sem parar,
deixa a tinta correr, deixa o mundo escutar
o som do prazer que tu sabes criar,
nesse vai e vem que me faz delirar.
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