*(Verso 1)*
No ringue do país, entre a direita e a esquerda,
Ouço a voz da multidão, a esperança vira perda (dão)...
O sistema frio calcula, espera mais uma morte,
Pra vender o medo e te propor a solução (ção)...
Mas e agora? O que tava escrito na constituição?
Virou papel de rascunho na mão do patrão.
Borraram mais um artigo, lascaram a população!
Enquanto a gente briga, eles apertam a nossa mão...
Só pra sentir o pulso, ver se ainda tem sangue,
Pra sugar até a gota, nesse estilo gangue.
É mais um tema quente pra rodar no noticiário,
Câmera, luz e ação: entretenimento pro otário!
O gado muge alto, achando que tá no comando,
Mas é só o algoritmo que tá te guiando.
*(Refrão)*
É o teatro dos vampiros, cortina de fumaça,
Enquanto o povo chora, o congresso acha graça.
Eles dividem pra reinar, a tática é antiga,
Roubam o seu pão e te vendem a briga.
(Não caia na armadilha, irmão, abre a visão)
(O inimigo não é teu vizinho, é a opressão)
*(Verso 2)*
Chega a ser trágico, distopia, olha só no Kwai,
Lula ou Bolsonaro virou a droga que distrai.
É motivo pro debate, pro ódio, pro combate,
Mas na mesa do pobre, o preço do arroz abate.
É entretenimento, é diversão garantida,
Enquanto eles não estão nem aí pra sua vida!
Tu rola o feed, ri de um meme, compartilha a treta,
Enquanto a caneta deles assina a tua sarjeta.
O influencer sorri com dente de porcelana,
Te ensinando a investir sem ter grana na semana.
A realidade é crua, sem filtro do Instagram,
Acorda cedo, pega o busão, essa é a tua vã.
*(Ponte - Speedflow)*
E o sistema opera, na era da fera, quem dera,
Que a gente pudesse ver além da esfera.
É Matrix real, pílula azul ou vermelha?
As duas têm veneno, a armadilha se espelha.
Eles querem que cê pense que tem opção de escolha,
Mas tamos sufocados dentro da mesma bolha.
O banco lucra, a igreja lucra, a mídia lucra,
E a tua esperança eles jogam na caçamba e sepulta!
*(Verso 3)*
Falam de democracia, mas é cleptocracia,
O poder de quem rouba, com diplomacia.
O STF julga, o senado negocia,
E a periferia sangra na mão da polícia.
Observa o cenário, não seja partidário de corrupto,
O discurso é bonito, mas o ato é abrupto.
Eles comem lagosta, bebem vinho importado,
E você na fila do osso, se sentindo culpado.
Achando que a culpa é do "comunista" ou do "fascista",
Acorda, Alice! Cê tá fora da lista!
Da lista de convidados pra festa da propina,
Onde a ética morre e a ganância domina.
*(Refrão)*
É o teatro dos vampiros, cortina de fumaça,
Enquanto o povo chora, o congresso acha graça.
Eles dividem pra reinar, a tática é antiga,
Roubam o seu pão e te vendem a briga.
(Não caia na armadilha, irmão, abre a visão)
(O inimigo não é teu vizinho, é a opressão)
*(Verso Final)*
Somos números, dados, métricas de engajamento,
Lucram com o nosso ódio e com o nosso sofrimento.
Cada clique que cê dá, validando a guerra deles,
É mais um tijolo no muro, separando a gente deles. Rraaaa