A noite pesa…
o peito aperta…
respira…
[Verso 1]
A noite é pesada, o ritmo não para,
os gritos ecoam, a mente dispara.
Pouco a pouco eu sinto perder o chão,
o corpo acelera, treme o coração.
A vontade grita pra te alcançar,
mas algo em mim manda esperar.
[Verso 2]
Tô perdendo a cabeça, quase a razão,
o impulso bate forte, vira tentação.
Queria te pegar, quebrar o silêncio,
mas dentro de mim cresce outro pensamento.
[Pré-Refrão]
Uma voz baixinho começou a falar:
“Calma… não deixes o ódio te dominar.
Tudo se resolve se souberes esperar,
não faças nada que te possa condenar.”
[Refrão]
Vai com calma, não deixa explodir,
nem tudo que arde precisa sair.
O dia vem, tudo vai se alinhar,
o que hoje confunde amanhã vai clarear.
[Verso 3]
O sangue ferve, a rua observa,
o mundo testa quem se preserva.
O grito sobe, mas eu seguro,
nem toda luta é punho duro.
[Verso 4]
A raiva passa como tempestade,
quem fica de pé aprende a verdade.
O tempo ensina, mesmo sem dó,
quem age no escuro paga só.
[Pré-Refrão 2]
Outra vez essa voz em mim:
“Respira fundo, não chegaste ao fim.
O que é teu vai te encontrar,
não forces o que vai chegar.”
[Refrão]
Vai com calma, aprende a esperar,
o mundo gira, tudo vai encaixar.
O dia vem, podes confiar,
o que hoje dói vai se curar.
[Ponte]
Se eu cair, eu levanto outra vez,
aprendi a ser forte, não só feroz.
Nem todo silêncio é fraqueza,
às vezes é sinal de grandeza.
[Verso 5]
A noite passa, o céu clareia,
o peso some, a alma incendeia.
Já não corro atrás do erro antigo,
hoje ando lento, mas sigo vivo.
[Refrão Final]
Vou com calma, sem me perder,
quem controla a mente aprende a vencer.
O dia chegou, tudo vai pegar,
no tempo certo… tudo vai se revelar.
[Outro]
A noite pesava…
mas já passou.
Respirei…
e fiquei.