(introdução – surdo baixo, caixa leve)
Moça que caminha triste…
Anda triste, sorri triste…
(CORO sussurrado):
Ê…
Que tristeza mora no olhar…
Moço, sou alma antiga,
trago uma vida
que não vale recordar.
Me diz, moço…
por que essa tristeza no olhar?
CORO:
No olhar… ê!
—
Fui mulher caseira,
fui mulher da vida,
fui encrenqueira,
fui mulher de igrejaaa!
CORO:
Ê, ê, ê!
Tudo que essa vida deu, eu vivi!
CORO:
Viveu! Viveu!
Então responde pra mim:
por que a tristeza no olhar?
CORO:
No olhar! Ê!
—
(cresce – entra palma)
Eu sei sambar!
CORO: Ê sambar!
Sei de salto andar!
CORO: Ê andar!
Sei fininho falar
e alto cantar!
CORO:
Ô canta! Ê!
Eu sei de tudo nessa vida,
mas essa dor mora no coração…
(CORO arrastado):
No coração… ô ô…
Quem sai do mundo sem amor,
com o tempo
faz morada na solidão!
CORO:
Solidão! Ê solidão!
—
(pré-refrão)
Fui viva!
CORO: Foi viva!
Fui lembrança!
CORO: Lembrança!
Fui futuro sem esperançaaah…
Só não fui amada!
(CORO forte):
Não foi amada!
Vida ingrata tirou de mim o amor,
do que vale essa vida
sem alguém pra lhe atazanar?
CORO:
Atazanar! Ê!
—
Eu não quero mais paz!
CORO: Não quer paz!
Eu não quero mais!
CORO: Não quer mais!
O céu é grande, é perfeito,
é grande demais pra mim!
Eu quero é dançar!
CORO: Dançar!
Eu quero é amar!
CORO: Amar!
—
Antes de voltar nesse carnaval,
eu vou sambar!
CORO:
Vai sambar! Vai sambar!
Depois eu sumo da avenida…
Porque do que vale o céu,
do que vale o céu,
do que vale o céu…
(CORO repetindo até fechar):
Sem ninguém pra amar!
Sem ninguém pra amar!
Sem ninguém pra amar!