(Verso 1)
A casa era simples, mas tinha o céu inteiro ali
Tinha colo de mãe que curava até cicatriz
Tinha um menino guerreiro com olhos de luar
E nos braços dela, ele aprendeu a lutar
(Verso 2)
Carlione, tua força ainda me embala
Mesmo com o mundo nas costas, tu nunca caiu — tu escalava
Cada panela no fogo era milagre fervendo
E cada abraço teu dizia: “Eu tô te protegendo”
(Pré-refrão)
E o Mateus, com o corpo cansado e alma tão viva
Mostrou que até quem sofre sorri quando ama a vida
Ele não falava com palavras, mas falava com o olhar
E Deus, vendo tudo, veio pessoalmente buscar
(Refrão)
Agora eu sonho com a gente no céu de colchão no chão
Filme de época, riso solto e oração
Mateus no teu colo, mãe, como sempre foi
E eu dizendo: “Demorou, mas eu voltei, tô com vocês dois”
(Verso 3)
O Mateus tinha um tempo só dele, um ritmo de luz
E cada dia ao lado dele me levou mais pra Jesus
Com gestos pequenos, ensinou o que é grande
Amar sem medida, sem pressa, sem bandeira, sem instante
(Verso 4)
E você, mãe, foi guerreira até o fim
Foi leoa, foi abrigo, foi o céu dentro de mim
Nunca deixou faltar amor, mesmo doendo
Mesmo chorando, foi sorrindo, foi vivendo
(Pré-refrão)
E quando o tempo decidiu levar vocês
Eu gritei pra Deus, pedi: “Me devolve, outra vez”
Mas Ele me disse: “Filha, agora eles descansam em mim
E um dia, tua dor vai virar jardim”
(Refrão)
E eu sonho com a gente no céu de colchão no chão
Filme de época, pipoca e canção
Mateus rindo, sem dor, no colo da mãe
E eu dizendo: “Agora sim, tá tudo bem”
(Ponte)
Tem cheiro de comida, de colo, de lar
Tem silêncio que abraça, tem o dom de amar
Vocês vivem em mim, tatuados na alma
E mesmo na ausência, me dão calma
(Refrão final – em crescendo, com alma)
E um dia a gente joga o colchão no chão do céu
Revira as estrelas, canta bem alto um réu
Mateus no teu colo, mãe, feito oração
E eu dizendo: “Nunca mais vai ter separação”
(Final – sussurrado ou declamado)
Carlione… tu és eternamente minha fortaleza.
Mateus… meu anjo com corpo de menino.
Até breve.