(Intro - falado com voz grave e eco)
É o corre diário, favela vive,
trap do morro... RJ na pista.
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(Verso 1 - contada)
Acorda cedo, café preto e benção da coroa,
lá fora o clima é tenso, favela nunca é à toa.
Pipa no alto, radinho grita “biqueira tá fluindo”,
mas a ronda já desceu, caveirão tá voltando de ré
Os menor tão de Lacoste, Glock .40 na cinta,
mas o olhar é vazio, cicatriz que nunca se curam
Sonho de sair do morro sem perder os aliado,
mas aqui cada sorriso tem passado marcado.
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(Refrão - cantado, melódico)
Vivência de morro, sofrimento e glória,
cada viela tem parte da minha história.
No peito fé, na mente foco,
favela é campo minado, mas eu nunca me emboco.
Vivência de morro, só Deus sabe o que é,
perde amigo pro sistema, outros vão pela fé.
No topo ou no chão, nunca esqueço de onde vim,
RJ tatuado, esse trap é pra mim.
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(Verso 2 - mais agressivo)
Já vi sangue no chão, já vi irmão no caixão,
já vi verme disfarçado querendo minha queda
Mas sou cria do morro , cria do sofrimento,
com a caneta ou com a peça, lido com o momento.
As tia chora no portão, mas a vida não espera,
quem tem fome corre atrás, mesmo que o mundo impera.
Meus mano tão no corre, uns na arte, outros na fé,
mas todos querem paz antes de morrer de pé.
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(Refrão - repetição com backing vocal)
Vivência de morro, sofrimento e glória,
cada viela tem parte da minha história.
No peito fé, na mente foco,
favela é campo minado, mas eu nunca me emboco.
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(Outro - falado em fade out)
Isso aqui não é glamour, é verdade...
Trap do morro é resistência...
RJ, favela vive...