Eu sou Verde e Rosa e canto com amor
Nadir de Jesus, o samba te chamou
Carrega nos olhos a luz ancestral
Na pele, a cor do divino sinal
Ecoou um canto doce
No espelho d'águas,
Levando perfume do amor
Oxum abençoou seu Antônio e dona Carmem,
Num lar humilde ela nasceu — venceu a fome, a primeira batalha.
Trabalho infantil, mas o livro se abriu, e a preta sorriu,
Formou-se na dificuldade,
Com luta, fé e coragem,
E o mundo girou — e pelo samba ela se apaixonou!
Vai, preta, diz como é que é!
Sambando na ponta do pé!
Gingando, risca esse chão,
Na escola de samba do teu coração!
O tempo passa e a guerreira não se cansa de sonhar,
Igualdade no Brasil!
A humanidade tem que respeitar!
Vermelho é minha bandeira,
Esperança, de um mundo melhor
Punho serrado irmandade conjunta
Identidade orgulho e luta
*Do povo a voz foi feita* —
Primeira vereadora preta!