

Prompt / Lyrics
[Verse 1] Chão gelado de hospital Cheiro forte Rosto branco Porta lenta se fechando Mão vazia Peito quebrado Lá fora chuva sem parar Dia cinza Vidro embaçado Eu sentado no corredor Com um papel todo molhado [Chorus] “Ainda que eu ande pelo vale” Li baixinho sem saber Se esse vale era hoje Ou se era o que eu não queria ver “Ainda que eu ande pelo vale” Por que isso tá escrito aqui? Se eu tremo Se eu choro Se eu caio E Ele ainda fala pra eu prosseguir [Verse 2] Minha mãe olhando pro altar Que inventou dentro do olhar Todo mundo falando baixo E eu sem força pra escutar Fiquei com raiva desse salmo Dessa frase prometendo luz Se o quarto inteiro tava escuro E a cama cheia de cruz [Chorus] “Ainda que eu ande pelo vale” Repeti só pra insistir Talvez quem escreveu um dia Também quis largar Fugir “Ainda que eu ande pelo vale” Talvez seja só isso aqui Andar mesmo quando o chão some E não saber como sair [Bridge] Depois de meses com a mãe calada Fé cansada Fé partida Entendi que vale é estrada Que atravessa a ferida Não é resposta Não é milagre É só voz que não me solta Se eu desabo no meio do quarto Ela senta comigo na porta [Chorus] “Ainda que eu ande pelo vale” Já não peço pra explicar Só repito devagarinho Até a lágrima secar “Ainda que eu ande pelo vale” Se Ele anda Eu ando aqui Com a mãe Com o medo Com a mágoa E uma frase pra não desistir
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Sparse piano and distant pads, intimate male vocals close to the mic. Verses stay almost spoken over slow swelling chords; chorus blooms with subtle choir harmonies and deep reverb. Mid-song lift using low strings and a gentle tom pattern to build ache, then strip back to solo voice for the final line.
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2/24/2026