[Verso 1]
A palavra veio mansa
No silêncio do meu quarto
“Levanta agora e desce”
Ecoando no meu espaço
Caminhei com as mãos vazias
Coração meio cansado
E encontrei na casa simples
Um oleiro concentrado
[Pré-Refrão]
Suas mãos cheias de barro
Olhar firme
Paciente
Vi um vaso se quebrando
Mas ele não foi indiferente
[Refrão]
Leva-me à casa do oleiro
Onde o erro vira recomeço
Onde o rachado encontra abrigo
E o quebrado ganha endereço
Molda-me à Tua vontade
Aperta forte
Mas com cuidado
Se for preciso
Faz de novo
Quero ser vaso em Tuas mãos
Restaurado
[Verso 2]
Vi o torno girando lento
Como os dias da minha vida
Ele ajusta cada curva
Mesmo quando eu não teria
Tanta graça
Tanta calma
Pra recomeçar do nada
Mas Ele insiste na obra
Não descarta minha jarra
[Pré-Refrão]
Quando penso que é o fim
Ele toca o barro ainda úmido
Sussurrando em mim
Bem fundo:
“Filho
Eu não desisto”
[Refrão]
Leva-me à casa do oleiro
Onde o erro vira recomeço
Onde o rachado encontra abrigo
E o quebrado ganha endereço
Molda-me à Tua vontade
Aperta forte
Mas com cuidado
Se for preciso
Faz de novo
Quero ser vaso em Tuas mãos
Restaurado
[Ponte]
Se quebra
Refaz
Se racha
Refaz
Se foge
Chama e traz de volta (oh)
Tua roda gira
Tua graça inspira
Minha vida inteira em Tua volta
[Refrão]
Leva-me à casa do oleiro
Onde o erro vira recomeço
Onde o rachado encontra abrigo
E o quebrado ganha endereço
Molda-me à Tua vontade
Aperta forte
Mas com cuidado
Se for preciso
Faz de novo
Quero ser vaso em Tuas mãos
Restaurado