As minhas vontades vagam nos vãos do destino.
Prendem-se nas armadilhas do medo.
E assim, vou colecionando feridas.
Devoro-te o corpo, a presença e a alma como
se você fosse meu último alimento.
Vaga a vida, vaga o destino...
E a solidão vem montada no dorso de um
Cavalo Negro, selvagem, que galopa
numa velocidade incrível tentando derrubá-la.
Mas obstinada, agarra-se a crina negra reluzente.
Na minha insanidade, observo tudo e reconheço - me
no cavalo que luta por sua liberdade
e pelo desejo de viver só, sem sentir - se só;
Cavalgando pelas florestas escuras da alma sem medo de me perder ou de morrer
de fome sem a tua presença.
Em meio ao meu delírio,
o cavalo agora galopa manso,
crinas soltas ao vento e em seu dorso
vem trazendo esperança.
Insanidade e lucidez...
Desejos e vontades...
Solidão e esperanças vagam no destino
ou cavalgam no dorso do Cavalo Negro.
ora manso... ora selvagem.
Seguindo assim pelos caminhos que
se abrem ao vê-lo galopar livremente.
[Male Vocal]