(Mães das Águas)
(Inspirada na temática das Iabás; atmosfera melódica e emocional; Umbanda / canto de terreiro contemporâneo / refrão coletivo)
Odoyá, Eparrei
Saluba, Ora Yê Yê Ô
Nas águas da criação
Moram as mães do coração
Quem foi que te ensinou
Que sentir era fraqueza?
Quem fechou tua voz
Atrás de muralhas de tristeza?
Tanta força sem afeto
Vira pedra, vira prisão
Toda guerra que você trava
Nasce dentro da própria mão
Verso
Menino, venha escutar
O canto vindo do mar
Deixa as águas te lembrar
Quem você veio se tornar
(Deixa as águas te lembrar)
(Deixa as águas te lembrar)
Filho, irmão, venha ver
O que a alma quer dizer
Tua ternura esquecida
Ainda deseja florescer
Pré-Refrão
Chora sem medo, sem culpa
Deixa o rio carregar
Aquilo que pesa em teu peito
Já não precisa ficar
Refrão
Permita o colo das águas
Acalmar teu caminhar
Lavar as marcas antigas
Que você cansou de guardar
Receba o perfume das folhas
E a bênção do amanhecer
O amor que mora em teu centro
Está esperando nascer
Permita o colo das águas
Acalmar teu caminhar
Lavar as marcas antigas
Que você cansou de guardar
Receba o perfume das folhas
E a bênção do amanhecer
O amor que mora em teu centro
Está esperando nascer
Ponte
Iansã sopra os ventos
Levando a dor pra longe
Oxum devolve o brilho
Que o medo esconde
Iemanjá abre os braços
Como o infinito mar
Nanã recolhe as lágrimas
E ensina a transformar
Refrão Final
Permita o colo das águas
Acalmar teu caminhar
Toda ferida encontra cura
Quando aprende a se amar
Receba o canto das mães
Que nunca deixam de guiar
As estrelas do teu destino
De volta ao seu lugar
Odoyá, Eparrei
Saluba, Ora Yê Yê Ô
Nas águas da criação
Desperta o teu coração.