Quantas estrelas brilham no céu, se ainda sou uma delas e todas elas sou eu.
Eu sou o sol, a lua, nunca te esqueça eu sou a ignorância da tua cabeça. Eu sou a mão do infeliz mendigando pão, eu sou a viúva chorando sobre o caixão, eu sou a prata, o ouro, riqueza e fome.
Eu sou a maldade no coração do homem,
Eu sou a sobra de carne no prato do patrão, eu sou o pobre no barraco sonhando com feijão.
Eu sou a perfurante que atravessa o colete, eu sou o policial corrupto que sobe de patente.
Eu sou alfa o ômega, princípio e fim, eu sou dono do inferno e Satan se curva a mim.
Eu sou um político honesto cumprindo o seu papel, eu seu corpo do indigente jogado ao léu, eu sou o frio da madrugada congelando mendigo, eu sou a menina de 13 correndo perigo, eu sou o que anuncia o ruins no classificado, eu sou o que cada papelão por alguns trocado. Eu sou viciado, e o craque, ódio e loucura, eu sou o que vai abrir a sua sepultura, eu sou a última flor jogada sobre o caixão, eu sou detento que abre túnel para fugir da prisão.
Eu sou um bebê abandonado no cesto de lixo, eu sou maior contraventor do jogo do bicho.
Eu seu covarde e o valente.
Eu sou o medo do fraco, eu sou o que conspira para o teu fracasso, eu suo a dor da mãe a sepultar seu filho. Eu sou um trem que para voar não precisa do trilho, eu sou nocauteado no centro do tatame, eu sou o menino que rouba para não passar fome, eu sou bem, e o mal, anjo e demônio.
Eu sou seu pesadelo seu mais lindo sonho.
Quantas estrelas brilham ilham no céu, se ainda sou uma delas, se todas elas sou eu, se todas elas sou eu, se todas elas sou eu.