(Verso 1)
Foi erro meu te querer,
não pelo querer em si,
mas por não ver que só meu querer
não era o bastante aqui.
Eu criei um mundo inteiro
com a força de uma ilusão,
mas foi erro meu…
achar que amor se faz sozinho...
(Pré-refrão)
Por que eu não vi? Por que não pensei?
Que o sonho também cansa, e eu me enganei.
Talvez seja ingenuidade, ou fé demais em gente,
mas ainda escolho crer, que tu não foste indiferente…
(Refrão)
Mas custou minha paz,
e essa dor, me refaz.
Um nó no peito que pede atenção,
é frustração… ou é coração?
Chamo de insuficiência seletiva,
um fracasso bonito, uma dor cativa.
Mas eu sei — não sou pequena assim,
só não fui o bastante pra ti, enfim.
(Verso 2)
E aqui entre nós,
essa sensação é cruel demais,
pra dar de presente em despedidas banais.
Quando se cativa um sentimento,
deve ao menos deixar um aceno,
um gesto leve, um olhar sereno…
pra alma que por ti espera, em silêncio pleno.
(Pré-refrão)
Eu sei, não sou o flagelo que sofri,
e a dor não define quem há em mim.
Mas emocionalmente ainda aprendo a ser,
suficiente pra eu mesma me acolher.
(Refrão)
Mas custou minha paz,
e essa dor, me refaz.
Um nó no peito que pede atenção,
é frustração… ou é coração?
Chamo de insuficiência seletiva,
um fracasso bonito, uma dor cativa.
Mas eu sei — não sou pequena assim,
só não fui o bastante pra ti, enfim.
(Ponte)
E tudo bem,
que nem todo querer vira abrigo,
às vezes o amor é só o espelho antigo,
de um “nós” que nunca foi amigo.
Mas sigo em frente — inteira, ainda que partida,
porque amar foi a parte mais viva da vida.
(Último refrão – suave, quase um sussurro)
Custou minha paz,
mas me fez capaz.
De ver o erro como quem ora,
e o amor… mesmo que vá embora.